Os ambientalistas já encontraram dois réus: o desmatamento e o efeito estufa. E não se pode afirmar que estão errados. Com a derrubada das florestas, muito oxigênio deixou de circular e onde antes floresciam plantas, agora contemplamos deserto. O gás carbônico jogado na atmosfera, oriundo dos bilhões de automóveis, comprometeu a camada de ozônio, deixando as populações expostas aos mortíferos raios ultra-violetas. E o implacável Rei Sol, que dominava as alturas, agora cozinha a terra e seus habitantes com seus raios abrasadores. Em vão tentamos nos resguardar com protetor solar, ar condicionado, ventiladores, freezers e geladeiras. Empinam-se litros e litros de água gelada. E todos praguejam. E se perguntam: qual a causa?
Seria este um fenômeno ambiental do ano de 2.025? Não. Há uns 80 anos atrás, na minha querida Taquaraçu, frequentava eu o Grupo Escolar, com as professoras Dona Irma Diglio e Marieta Gabbi Zanatta. Lembro que as aulas foram suspensas para que participássemos da procissão de Taquaruçu a Vista Algre, implorando aos Céus chuva e misericórdia. O Dr. Eudes Bordignon confirmava que a população de Vista Alegre repetia o mesmo percurso, que era liderado por um venerável cidadão, estilo Mano Augusto Tagliapietra. E que a certa altura, este líder que portava a cruz, virava o crucificado para o lado da sua colônia de terra e rezava baixinho: “Varda in dô, Senhor” (olha para baixo, ó Deus, na direção da minha propriedade).
Recordo este episódio para testemunhar que as intempéries climáticas não são exclusivas dos tempos atuais. Inclusive, as enchentes eram quase rotineiras. De uma feita, minha família participando de uma pescaria na Fátima, no saudoso Fortaleza, os moradores mostravam uma camisa velha espetada no alto de uma árvore, com a competente explicação: “Até lá chegaram as águas da enchente”. E não havia queimadas, desmatamentos e na vila apenas dois automóveis poluidores...
Reza o ditado que “Deus perdoa sempre, os homens às vezes, a natureza nunca”. Terremotos, vendavais, tempestades, granizos, nevascas, tsunamis, hoje que os tentáculos da televisão alcançam os mais ocultos lugarejos do orbe, não são mais novidade em nenhum ponto do planeta e em qualquer época. Meu inteligente Leitor tem certamente a sua explicação sobre a origem deste destempero climático. Contudo, permita enveredar por outro caminho. E constataremos que dilúvios, fogo e enxofre caídos do Céu que destruíram Sodoma e Gomorra e também secas intermináveis ocorreram no passado. É só ler o Livro dos Reis. A Bíblia registra.
O povo de Israel, ao invés de cultuar o Deus verdadeiro, começou a reverenciar o deus Baal, um ídolo. Deus o castigou com uma seca implacável. Mas tendo pena do seu povo selecionado, suscitou o profeta Elias para reconduzi-lo ao bom caminho. Elias subiu ao Monte Carmelo e após vários dias de jejuns e orações, anunciou que Deus mandaria chuva. O fato aconteceu uns 900 anos a.C. Queiram ou não queiram, Deus está no comando do universo. “Não cairá um cabelo da nossa cabeça, que o Pai não saiba”. Será que seus filhos (no caso, nós todos) estamos cumprindo os Mandamentos do Pai? Não estaria Ele, de uma maneira didática, nos dando um puxão de orelhas?!... Quiçá, não estaria na hora de ir à Igreja, como Elias, e rezar?
