Haverá muitas respostas para esta pergunta. Em todo o caso, uma merece consideração: a diferença pode estar na leitura. Neitzsche dizia: “Eu tenho medo de alguém que lê só um livro”. Se eu ler inúmeros livros, estou me abastecendo de um universo de conhecimentos. Se eu ler UM só, meu conhecimento fica restrito àquela obra e somente àquele conteúdo. Um sociólogo afirmou que “mede-se o desenvolvimento de um povo pelo número de kilowatts consumidos e pela quantia de assinaturas de jornal. Isto é fácil de entender. Se uma comunidade ainda não tem energia elétrica, biblicamente vive “nas trevas”. E se não lê nenhum jornal, provavelmente viverá alienado, sem perceber o que se passa ao seu derredor.
Através de um flashback da história, a gente se questiona o sucesso de Hitler na Alemanha. O país passava por dura crise após a derrota da 1ª Guerra. Hitler escreveu um livro “Mein Kampf” (minha luta) e disseminou no povo as ideias filosóficas de que “automaticamente o maior engole o menor” e que os alemães eram uma raça superior. Através de suas arengas pregava o slogan “Deutschland uber alles” (A Alemanha acima de tudo). E a população intuiu a pregação. Bismarck, acho que foi ele, sentenciou: “Onde passam as ideias, 50 anos depois passam os canhões”.
Tentarei responder à pergunta do título. A leitura é uma necessidade, é uma obrigação para o cidadão. O professor que não incutiu nos alunos o hábito da leitura, pode se considerar frustrado na sua missão. Quanto mais leitores, mais sábios. Quanto menos leitores, mais ignorantes. E as estatísticas revelam que o brasileiro lê, em média, um livro por ano, ao passo que os argentinos, uruguaios e chilenos leem quatro. Eu, por me considerar um dinossauro, prefiro ainda a leitura através do livro. Mas, atualmente, a possibilidade de conhecimentos está disponível para qualquer cidadão, através do computador, no próprio celular, on-line. Então, é só querer.
A leitura é o alimento do cérebro. Mas que comida deverei ingerir? Ouso entrar nesta área. Inicialmente, a Bíblia, o livro mais lido, editado e vendido em todo o mundo. Para o jovem masculino que gosta de aventura os Karl May (não confundir com Karl Marx) e Júlio Verne. Para as adolescentes do belo sexo existe uma variada literatura de romances modernos muito atraentes. Com o tempo, o cérebro exigirá pratos mais substanciosos. E aí entra, DECISIVAMENTE, o papel do professor. Orientar, exigir, cobrar. Obrigar o aluno a resumir o livro e apresentá-lo aos colegas. Com isto, ele enriquecerá os colegas de novos conteúdos e terá a oportunidade de se apresentar em público, complexo e medo que afeta 80% das pessoas.
Rui Barbosa, o maior cérebro brasileiro possuía na sua biblioteca particular nada menos que 35.000 volumes. Todos ouviram falar do carro mais caro do mundo, cujo valor pode chegar a oito milhões de reais – o Rolls Royce. Pois o seu criador viveu uma infância atribulada. Para se sustentar vendia jornais. A novidade? Todo este dinheiro era revertido na compra de LIVROS. Deles hauriu os segredos automobilísticos, que o levaram a criar o famoso Rolls Royce. Seu nome – Frederick Henry Royce. Estímulo para nós. Não pretendemos ser famosos sábios ricos. Mas poderemos certamente evitar de sermos pobres ignorantes.
