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Saúde
CFM lança nova plataforma para combater atestados falsos
A plataforma tem como objetivo combater fraudes nesse tipo de serviço
Por: Susi Cristo
Publicado em: sexta, 13 de setembro de 2024 às 13:14h
Atualizado em: sexta, 13 de setembro de 2024 às 13:17h

O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou, no último dia 5, uma plataforma on-line chamada “Atesta CFM”, que tem como objetivo validar e autenticar atestados médicos emitidos em todo o Brasil. 
Segundo o órgão, a iniciativa busca implementar mecanismos eficazes para combater fraudes e irregularidades na emissão desses documentos através da integração entre vários bancos de dados, o que vai permitir a emissão, validação e verificação dos atestados. “A decisão beneficia médicos, que contarão com a proteção do seu ato profissional; os trabalhadores, que terão a certeza de que os atestados que portam foram assinados por médicos de fato; e as empresas, que poderão detectar irregularidades em documentos que foram entregues, mas são fraudulentos”, afirmou o CFM.

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Como vai funcionar a plataforma?
O “Atesta CFM” também permite que trabalhadores consultem seu histórico de atestados e que empresas verifiquem a autenticidade dos documentos apresentados. 
A plataforma foi regulamentada por uma resolução do conselho, que será publicada no Diário Oficial da União. 
A previsão entre em vigor no dia 5 de novembro. O período de adaptação e integração ao sistema será de seis meses, e o uso obrigatório da plataforma começará em 5 de março de 2025.
Emitir atestados falsos é crime
De acordo com o advogado e CEO da GRS - Defesa Médica, empresa do ramo Médico-Sanitário, Samir Coelho, os atestados falsos prejudicam a credibilidade dos profissionais e são considerados crime. “Atestados falsos afetam a credibilidade dos médicos porque fazem as pessoas duvidarem da seriedade dos profissionais de saúde, mas além disso, a prática configura crime. Um médico que emite atestados falsos durante o exercício da profissão comete crime doloso, conforme o art. 302 do Código Penal, e pode ser punido com prisão de um mês a um ano. Se o crime tiver fins lucrativos, como a venda de atestados, também será aplicada uma multa”, explica.
 

Fonte: Jornal O Alto Uruguai