A Polícia Civil do Rio Grande do Sul finalizou o inquérito que apurou o feminicídio de Ângela Stratmann, ocorrido no último dia 16 de janeiro, na localidade de linha Brondani, em Frederico Westphalen. O investigado, Evandro do Amaral, foi indiciado por feminicídio, tortura, lesão corporal grave, fraude processual e desobediência. Caso condenado, poderá cumprir pena entre 26 e 54 anos de reclusão.
Sob coordenação do delegado de Polícia Civil, Jacson Oiliam Boni, a investigação reuniu laudos periciais, registros de violência doméstica anteriores, análises de conteúdo digital do telefone do investigado, depoimentos testemunhais e imagens de videomonitoramento. O trabalho técnico permitiu a completa elucidação do crime, fornecendo ao Ministério Público e ao Poder Judiciário uma visão detalhada dos fatos.
Tortura
As provas indicaram um histórico prolongado de violência contra Ângela Stratmann, com registros de agressões e ameaças constantes. No dia do crime, a vítima foi torturada e obrigada a gravar imagens de sua própria agressão. As lesões severas resultaram em hemorragia intracraniana e morte. Após o crime, o investigado tentou induzir testemunhas e autoridades ao erro, simulando um acidente automobilístico.
Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu um episódio grave ocorrido em dezembro de 2023, até então desconhecido. Na ocasião, Ângela Stratmann sofreu um ferimento por arma branca e precisou passar por cirurgia de emergência após uma hemorragia interna. O caso não havia sido registrado, mantendo-se oculto até então.
A delegada Aline Dequi Palma, diretora da 14ª DPRI, destacou a importância da investigação minuciosa para esclarecer todo o histórico de violência contra a vítima. O delegado Jacson Oiliam Boni reforçou que a prisão preventiva do investigado, cumprida em Santa Catarina, demonstra o compromisso da Polícia Civil no combate à violência contra a mulher e na busca pela justiça.