A Seleção Brasileira perdeu para a Argentina por 4 a 1 na noite da última terça-feira, 25, no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. A partida escancarou um desempenho muito abaixo da amarelinha que praticamente não viu a cor da bola durante todos os 90 minutos do clássico.
Baile ao ritmo de um velho tango
Não demorou muito para o castelo de cartas brasileiro desmoronar. Logo aos três minutos do primeiro tempo a Argentina já tinha aberto o placar com Julián Álvarez após falha da defesa brasileira no que seria uma tônica do resto do jogo. Aos 12 da etapa primeira, a atual campeã do mundo mostrou ao público mais uma vez a sua superioridade, aumentando a vantagem para 2 a 0 com o meio-campo Enzo Fernández.
Enquanto o setor de meio argentino comandava as ações e encantava os torcedores no estádio, o que se observava era um Brasil completamente perdido, com o seu treinador, Dorival Júnior, sem entender o que estava acontecendo dentro de campo.
O gol do atacante Matheus Cunha aos 26 minutos, oriundo de falha da defesa argentina, não surtiu o efeito esperado na seleção pentacampeã, que dez minutos mais tarde sofreu outro duro golpe, com o gol de Mac Allister, após um erro clamoroso do goleiro brasileiro Bento. Terminava o primeiro tempo, e a confusão começava a se armar entre Hermanos e o atacante Raphinha, que havia dito em entrevista à Romário TV que se houvesse necessidade, daria “porrada neles”.
Na etapa complementar, a Argentina seguiu colocando a Seleção Brasileira “na roda” e as alterações feitas por Dorival Jr. não surtiram o efeito esperado, com os atletas entrando completamente desconcentrados no campo. Por outro lado, as mexidas do técnico argentino, Lionel Scaloni, funcionaram e aos 26 minutos do segundo tempo, Giuliano Simeone fez o quarto gol em uma pane geral da defesa amarela.
Com a vantagem assegurada e um adversário nocauteado, a Argentina reduziu o ímpeto e deixou para a torcida a oportunidade de dar o seu show a parte aos gritos de “olé” na troca de passes dos mandantes, finalizando assim, a maior derrota sofrida pelo Brasil na história das eliminatórias.
E agora de quem é a culpa?
Após o final da partida, o torcedor brasileiro protestou nas redes sociais contra todos os participantes desta derrota que vai entrar para a história. Os aficionados não pouparam críticas ao presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, ao comandante da casa-mata, Dorival Júnior, e a todo o plantel de jogadores.
Dorival, um dos mais cobrados, tem seu futuro frente ao cargo de técnico da seleção indefinido e sofre uma pressão absurda por parte da torcida para que seja anunciada a sua demissão. Frente ao comando do Brasil, Dorival Júnior tem 16 jogos treinados, com 7 vitórias, 7 empates e 2 derrotas. A Seleção Brasileira ainda é quarta colocada das Eliminatórias, com 21 pontos conquistados.