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Decisão
Homem é condenado por tentar matar ex-companheira em Planalto
Réu terá de cumprir mais de 30 anos de prisão por crime cometido em novembro de 2024
Por: Redação
Publicado em: quarta, 21 de janeiro de 2026 às 09:31h
Atualizado em: quarta, 21 de janeiro de 2026 às 09:36h

Em julgamento realizado na segunda-feira, 19, em Planalto, o Tribunal do Júri condenou um homem a mais de 30 anos de prisão pela tentativa de feminicídio contra a ex-companheira. O crime, conforme a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), aconteceu em 30 de novembro de 2024, no município.

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A vítima, uma jovem indígena da etnia kaingang, foi atingida por dois disparos de arma de fogo na região da cabeça. Em decorrência da violência, ela passou a apresentar sequelas neurológicas permanentes. De acordo com o Ministério Público, o réu agiu de maneira inesperada ao abordar a ex-companheira na saída de uma festa, utilizando um recurso que dificultou completamente qualquer possibilidade de defesa.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a incidência de majorantes, entre elas, a presença de ascendente, uma vez que a mãe da vítima presenciou toda a ação criminosa. Para o Ministério Público, a conduta evidenciou extrema brutalidade e menosprezo à condição da vítima enquanto mulher, além de estar inserida em um contexto de relacionamento íntimo prévio entre autor e vítima.

A acusação foi sustentada em plenário pela promotora de Justiça, Débora Lopes de Morais. Ao final, o réu foi condenado a 30 anos, seis meses e 20 dias de reclusão. Além da pena privativa de liberdade, o júri fixou o valor mínimo de R$ 100 mil como indenização por danos morais a serem pagos à vítima.

O julgamento foi acompanhado por populares, a maioria pessoas da comunidade kaingang de Nonoai, onde a vítima reside.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações do MPRS