O 18º programa do Jogada Ensaiada desta segunda-feira, 9, contou com a presença de uma dupla com muita vivência e história para contar dentro do esporte gaúcho e nacional. Ana Paula Torchetto, a Aninha, e Ariano Alex Giacomini, o Anchieta, falaram sobre as suas carreiras no futebol e sobre os projetos que comandam, entre eles, o da Escolinha de Futebol da Chapecoense, uma novidade no município de Frederico Westphalen.
Projeto com raízes Condá
Para abrir a conversa, a dupla falou um pouco sobre as Escolinhas de Futebol da Chapecoense, que com pouco menos de uma semana de início já conta com mais de 40 alunos espalhados pelas categorias sub-5 até o sub-13, com a expectativa de abrir uma turma sub-15 no futuro.
Anchieta conta que abrir uma escolinha era um sonho pessoal, que se tornou ainda mais especial quando o clube catarinense entrou em contato falando da possibilidade de abrir um polo para as crianças da região poderem se desenvolver no esporte, sem ter todo o trabalho de viajar à Chapecó para fazer uma avaliação.
O convite para Aninha comandar as aulas do projeto surgiu do próprio Anchieta, que já conhecia o trabalho da jovem e sabia que ela possuía experiência comandando aulas funcionais para crianças como educadora física.
Dificuldades semelhantes em épocas distintas
Tanto Anchieta quanto Aninha saíram de casa muito cedo para viver o sonho de jogar profissionalmente. A Taquaruçuense que com 12 anos já disputava campeonatos municipais pela região contra mulheres muito mais velhas ganhou o seu destaque no futebol de campo em 2021, jogando pelas Gurias do Yucumã, numa campanha marcada pela conquista do título gaúcho do interior, que lhe rendeu um convite para jogar no Juventude.
Já Anchieta conta ter saído de casa ainda com 12 anos, se mudando para Santa Rosa, antes de passar pelo Matsubara do Paraná, onde com 15 anos dividiu a base com Nilmar, para depois se profissionalizar pelo Metropolitano de Blumenau, naquele que foi definido pelo ex-jogador como o “dia mais feliz de sua vida”.
A hora de parar
Em 2025, após ter atuado por Juventude, América Mineiro e pela Celemaster de Uruguaiana no futsal feminino, Ana Paula tomou a decisão de encerrar a carreira profissional e seguir no esporte apenas como hobby. “Eu já tive tanta experiência que eu acho que chegou o momento (de investir na vida de forma pessoal)”.
Já Ariano Anchieta teve o União Frederiquense como o seu último clube da carreira, no ano de 2013, aos 27 anos de idade. O ex-lateral conta que por motivação familiar decidiu, após a disputa da Divisão de Acesso, “pendurar as chuteiras”. “Agora é hora de o filho estar um pouco em casa com a mãe”, conta Anchieta.
O mundo fora dos gramados
Hoje, Ana Paula cursa educação física e, além de ser professora na Escolinha da Chape, também trabalha dando aulas de funcional para crianças em uma academia. “Eu estou conseguindo trilhar o caminho que eu sempre sonhei e espero conseguir almejar coisas muito maiores”, conta.
Por outro lado, após se aposentar, Anchieta iniciou os estudos na área da engenharia civil, contando não ser um “aluno inteligente, mas esforçado” que conseguiu superar as matérias de cálculos mais difíceis do curso. A mais de três anos, o ex-jogador toca os negócios do complexo esportivo “Arena Sports” além de dividir as suas atenções com o seu escritório de engenharia civil na cidade de Caiçara.