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Dengue
FW registra índice de médio risco para Aedes aegypti aponta LIRAa
Levantamento indica IIP de 2,0 e reforça necessidade de ações preventivas no município
Por: Henrique Brocco
Publicado em: terça, 24 de fevereiro de 2026 às 11:24h
Atualizado em: terça, 24 de fevereiro de 2026 às 11:28h

A Secretaria Municipal da Saúde de Frederico Westphalen divulgou os resultados do primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) realizado na segunda quinzena de janeiro de 2026 pelos Agentes de Combate às Endemias. O estudo apontou Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,0, classificando a situação do município como de médio risco para a presença do mosquito transmissor da dengue.

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Com base no resultado, a equipe técnica passou a organizar ações direcionadas, priorizando os bairros com maior número de coletas positivas para larvas. O índice refere-se à presença do Aedes aegypti, principal vetor da dengue, zika e chikungunya. Para a espécie Aedes albopictus, não foram identificados focos durante a amostragem.

Conforme os parâmetros do Ministério da Saúde, índices entre 1 e 3,9 indicam situação de médio risco, exigindo atenção e reforço nas medidas preventivas por parte da população.

Trabalho de campo e monitoramento

O levantamento foi realizado por meio de visitas a imóveis em diferentes regiões da cidade, com o objetivo de identificar possíveis criadouros do mosquito. A ação permite mapear áreas mais sensíveis e orientar as estratégias de combate.

Além do LIRAa, o município utiliza ovitrampas — armadilhas específicas para identificar a presença do mosquito — que auxiliam na elaboração de relatórios técnicos e no planejamento de ações mais efetivas.

Segundo o coordenador de Endemias e do Programa de Combate à Dengue no município, Marcelo Gomes Oliveira, as ações foram intensificadas desde o ano passado, o que resultou em redução significativa nos casos em comparação a 2024, quando a cidade enfrentou um surto da doença. Em 2026, o município registra apenas dois casos confirmados até o momento. “O combate ao Aedes aegypti depende da grande contribuição da população. Sem a ajuda, seremos ineficazes. Estamos em 2026 com apenas dois casos e queremos manter os números abaixo disso”, destacou.

Alerta e prevenção

A Secretaria reforça que a principal forma de evitar a proliferação do mosquito é eliminar água parada. Entre as orientações estão manter caixas d’água bem fechadas, limpar calhas e ralos, descartar corretamente pneus e recipientes, além de evitar acúmulo de água em vasos de plantas, garrafas e lonas. O uso de repelente, especialmente durante viagens para locais com maior número de casos, também é recomendado. A população pode colaborar por meio de denúncias anônimas de locais com água parada, utilizando o telefone disponibilizado pela Secretaria. Quando necessário, as demandas são encaminhadas a outras pastas, como Meio Ambiente ou Obras.

A orientação é clara: manter os cuidados e reforçar a prevenção é a melhor forma de evitar um novo surto e proteger a saúde da comunidade.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai com informações Ascom FW