Por muitas vezes no esporte, uma lesão significa o final de um sonho alimentado durante toda a infância, construído ao longo da adolescência e concretizado na vida adulta. Porém, quando a pessoa vence a dificuldade e supera o momento difícil, é motivo de muita comemoração e reconhecimento.
Este é o caso da Seberiense Morgana Schubert, de 32 anos, que mesmo longe de casa e tendo sofrido uma das piores lesões que um atleta pode sofrer, conseguiu se reinventar e, graças a sua competência, hoje é conhecida como uma das melhores dirigentes do futsal europeu.
Destacando-se no meio dos marmanjos
Criada na Linha Lajeado Bonito, Morgana criou logo cedo – aos sete anos de idade – uma paixão pelo esporte, onde jogava bola com os meninos da sua comunidade para depois jogar pelo Colégio Madre Tereza, em Seberi, onde começou a ganhar mais visibilidade. Na sequência, a jovem começou a se desenvolver nas escolinhas de futebol, onde teve aula com o professor Edi e o professor Tiago Piovesan (in memorian), que segundo ela, teve um papel fundamental para o seu crescimento como jogadora.
Foi Tiago Piovesan que abriu as portas para o futsal, levando-a para atuar em equipes de Guarapuava - PR e Araraquara – SP, disputando importantes campeonatos a nível nacional. E foi atuando por estes clubes que Morgana recebeu um convite para fazer um teste no futebol feminino no Grêmio, onde ficou treinando por um período, até decidir seguir de vez a sua carreira no futsal.
A lesão que mudaria tudo
Com a decisão de seguir atuando dentro das quadras a seberiense recebeu um convite do educador Marcelo Martina para atuar pelo futsal italiano, no Dina Five Femminile, da cidade de Fasano e pela equipe do Grottaglie, também da Itália. Mesmo com a chegada da pandemia e com a pausa dos campeonatos Morgana seguia vivendo um momento de realização no país europeu até que uma lesão no joelho mudou a sua caminhada no futsal.
O que para muitos significaria o final do sonho dentro do esporte, para a seberiense foi motivo de abrir uma nova porta no “velho continente”, com o convite feito pelo presidente do Bitonto C5 Femminile, Silvano Intini e pela diretora geral do clube, Dalila Cariello, para se tornar dirigente esportiva do clube da Série A italiana.
A craque das contratações e do campo
Já a cinco anos na direção do clube, Morgana Schubert trabalha na montagem da equipe italiana, que durante este período, se tornou referência no futsal europeu, com a conquista de vários títulos. No seu currículo, a profissional já soma um bicampeonato nacional, um tricampeonato da Copa e da Supercopa da Itália, além de um título e um vice-campeonato da Liga dos Campeões da Europa.
Para Morgana, o segredo para esse sucesso está no elenco que ela ajudou a montar, conhecido na Itália como um “time de estrelas” que conta com muitas atletas das seleções brasileira e italiana de futsal, assim como a comissão técnica do elenco, que é formado por profissionais de alto escalão, como a preparadora física Paka Marques, nome renomado do futsal feminino.
Mesmo com todo o sucesso na sua função dentro do futsal, a paixão e vontade de Morgana em jogar segue igual, com a dirigente dividindo o seu tempo como jogadora de futebol do BS Fasano Feminino, clube da segunda divisão da Itália.
Honrando o nome de Seberi
Já a muitos anos longe de casa, a dirigente não esconde o orgulho que possui por ter a oportunidade de poder levar o nome de Seberi e da comunidade de Lajeado Bonito para os quatro cantos da Europa.
E com uma região recheada de jovens talentos que sonham em ganhar a vida no futsal feminino, Morgana deixa uma mensagem da forma mais clara e objetiva: “Nunca desistam dos seus sonhos.”.