O 22º episódio do Jogada Ensaiada trouxe como convidado o antigo e ex-gerente de futebol do União Frederiquense, Rodrigo Rodrigues. Na entrevista, Rodrigo relembrou um pouco sobre a sua trajetória dentro e fora das quatro linhas, onde revelou alguns dos bastidores do Leão da Colina, onde trabalhou durante as temporadas de 2020 até 2022.
Xerife e artilheiro
Nascido em Itajaí, o ex-zagueiro iniciou a sua carreira profissional no Juventus de Jaraguá, em 1996, onde foi campeão do Campeonato Catarinense de Júniors. Ainda na época de transição da base para o profissional, contando com o auxílio do falecido treinador, Nelson Rodrigues.
Tendo passado por mais de 24 clubes, Rodrigo ficou conhecido por ser um zagueiro que balançava muito as redes, com mais de 60 gols em sua carreira. Sobre os bons números de gols, o ex-jogador explica que sempre treinou muitas jogadas aéreas ofensivas nos treinos, onde realizava até apostas com os atacantes para ver quem marcava mais gols.
Do campo para a direção
Com o final de sua carreira como atleta, Rodrigo Rodrigues começou a sua preparação para assumir o cargo de gerente de futebol, que foi iniciado em 2016 no Brusque, clube onde já havia atuado como jogador. Com uma boa relação com os principais nomes da direção do time, Rodrigo ficou responsável pela difícil missão de contratar os jogadores da equipe.
Com a realidade do futebol do interior sendo completamente diferente do contexto dos grandes clubes, o gerente relembrou os principais desafios para contratar atletas e falou sobre os contatos que realizava para pegar as informações dos jogadores. “Eu conversava com todo mundo e quem eu não conhecia eu ia lá e ligava, pegava informações e ia juntando minuciosamente para ver se trazia (o atleta).”
Do acesso ao descenso
Chegando a Frederico Westphalen em 2020, o ex-gerente de futebol relembrou dos melhores momentos dentro do União da Colina, onde conseguiram o acesso para a elite do Gauchão realizando até hoje a melhor campanha da história da Divisão de Acesso.
Para explicar esse feito, o ex-gerente falou do bom ambiente interno criado com o grupo de atletas, que seguiam à risca as regras impostas pela direção. “Foi a primeira vez que o União trabalhou com multa. Tu queres mexer com o jogador, mexe no bolso dele.”.
Mesmo com as alegrias de 2021, o ano seguinte se mostrou muito desgastante para o profissional que diz ter vivenciado de forma desgastante o rebaixamento em 2022, após uma última semana de competição cheia de problemas, que contou com uma greve do grupo de jogadores e até um bolo no treinamento. “Aquela semana ali tinha algo de errado, algo que não estava certo.”, relembra Rodrigo Rodrigues.