O Hospital Divina Providência (HDP), em Frederico Westphalen, enfrenta uma nova situação de instabilidade após o pedido de demissão coletiva de 22 médicos que atuam em regime de plantão e sobreaviso pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 17, pelo presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, após reunião com o prefeito Orlando Girardi e a interventora do hospital, Lisete Bison.
Confira a manifestação da prefeitura
Conforme os contratos, os profissionais devem seguir atendendo por até 60 dias após o pedido de desligamento. Caso não haja acordo nesse período, há risco de interrupção dos serviços, o que pode afetar diretamente o atendimento à população. Segundo o Simers, a decisão dos médicos ocorre diante da falta de avanço nas negociações com a administração municipal e hospitalar.
Marcelo Matias destacou a preocupação com o cenário e a necessidade de diálogo. Ele afirmou que a ausência de negociação pode agravar a situação do hospital e classificou o momento como preocupante para a cidade, defendendo que o entendimento entre as partes é essencial para evitar prejuízos à comunidade.
Durante a passagem pelo município, o presidente do Simers participou de reuniões com o Executivo e com representantes do hospital, além de dialogar com vereadores. Uma nova reunião com a Câmara de Vereadores está pré-agendada para o dia 27, com a expectativa de que o Legislativo contribua na mediação de um acordo.
Entre as condições apresentadas pelo sindicato, está a readmissão de dois médicos desligados na última semana, considerada ponto fundamental para o avanço das negociações. O Simers também aponta a existência de uma dívida do hospital com os profissionais, estimada em cerca de R$ 800 mil, relacionada a pagamentos atrasados. Ainda assim, a entidade ressalta que a questão financeira não é o único fator que motivou o pedido de demissão.
O sindicato afirma que segue aberto ao diálogo e defende a retomada das negociações como caminho para evitar a saída dos profissionais e garantir a continuidade dos serviços. Até o momento, tanto a Prefeitura de Frederico Westphalen quanto a direção do Hospital Divina Providência informaram que não irão se manifestar.