Esses dias me dei por conta que já faço parte do grupo de consumidores da “economia prateada”. Dei uma olhada na bibliografia sobre o tema e descobri que não há uma convergência sobre o recorte etário, há definições conceituais que classificam como economia prateada o mercado consumidor com 50+ e outras definições seguem a classificação dos 60+.
Segundo o SEBRAE, “a população de pessoas com 50 anos ou mais é crescente no Brasil e no mundo e apresenta hábitos de consumo bem definidos. Ao conjunto de atividades econômicas voltadas para atender suas necessidades, chamamos de silver economy ou economia prateada, um segmento que envolve todos os produtos e serviços adquiridos por essas pessoas”.
Estamos aprendendo a lidar com a longevidade. Temos a sensação de que nossos pais e avós eram velhos quando tinham mais de 50 anos. E este sentimento ainda persiste, dependendo do ângulo de quem vê. Um adolescente olha para uma pessoa com mais de 50 anos e o classifica como velho. E está tudo bem!
A mudança está ocorrendo na mente das pessoas com mais de 50 anos e, por consequência, em seus comportamentos de consumo. Esse novo modelo mental que está ativando a perspectiva de uma “longevidade silenciosa” está alterando o status quo das pessoas com 50+.
Poucas décadas atrás, pessoas com essa faixa etária estavam preocupadas em ajudar ou deixar patrimônio para os filhos. As expectativas estão mudando e a geração da economia prateada está mais preocupada com a sua qualidade de vida, dando atenção ao monitoramento de sua saúde, bem-estar físico e emocional, atividades de lazer e turismo, espiritualidade, local e tipo da habitação e até a melhor forma de se integrar e usufruir da tecnologia. Inclusive, esse público acha o máximo poder realizar compras pela internet.
As pesquisas realizadas pelo IPO – Instituto Pesquisa de Opinião identificam que esse público também se preocupa com soluções financeiras. Além da aposentadoria, querem conhecer os melhores tipos de investimento e seguros. Se preocupam menos com a “obrigação moral” de serem cuidados pelos filhos e sabem que produtos e serviços especializados são uma tendência sem volta, como o Home Care (serviço de cuidado e assistência para monitoramento da saúde).
O empreendedorismo também tem sido uma característica dos desbravadores da economia prateada. Com uma visão mais positiva sobre a sua existência e importância social e reconhecendo as limitações do mercado de vagas de trabalho para estas faixas etárias, este público tem investido em negócios próprios. E essa decisão geralmente está embasada em uma combinação de fatores que propicia o sucesso: experiência e vocação. Trazem os aprendizados de uma vida com o desejo de fazerem o que gostam, de terem prazer em sair para trabalhar e poderem estar em constante movimento e aprendizado.
