A morte brutal do cão comunitário Orelha, ocorrida no último dia 15 de janeiro de 2026 na Praia Brava em Santa Catarina – Brasil, está causando comoção pública internacional. A indignação aumenta ao se constatar que parte dos agressores foi desfrutar férias na Disney, logo após o ocorrido. O que pensar quando um grupo de adolescentes, oriundos de famílias bem estruturadas e gozando de ótimo poder aquisitivo, resolve barbarizar um cãozinho dócil e indefeso? Relatos dizem ser recorrente esse tipo de violência praticada pelo bando, já que outro animal conhecido por Caramelo, também foi vitima desses delinquentes teens. Infelizmente, não deu tempo de salvar o Orelha, que precisou ser submetido a eutanásia devido a gravidade dos ferimentos. Psicopatia ou sadismo, o fato é que o nível de agressão foi feroz, do tipo que empala sua vítima e regozija seus algozes. O caso ganhou repercussão pública, porque um porteiro de prédio próximo ao incidente filmou tudo. Como se não bastasse, os pais dos agressores – famílias influentes, com sobrenomes costumeiros nas colunas sociais – coagiram o porteiro para não testemunhar. Quanto a juíza responsável pelo caso, acabou se declarando como suspeita para julgar, quando constatada sua amizade íntima com a família de um dos envolvidos (puxa...passou um filme agora, pois lembrei que vivenciei algo parecido, só que envolvendo um promotor).
O que causa perplexidade nesse crime, é pensar que esses playboyzinhos que estudam em escolas elitizadas, quem habitam em lugares nobres e fazem várias refeições ao dia, em seu tédio e tirania, usaram seu excesso de ócio para brutalizar o Orelha. A saber no Brasil, 90% dos mais de 143 mil jovens infratores não completaram o Ensino médio, 70% vivem em áreas de conflito armado e 76% são negros, - jovens que se encontram em Situação de Risco e Vulnerabilidade Social - segundo dados da Universidade Federal Fluminense (UFF). A opinião pública clama por justiça e punições severas, trazendo novamente à tona a discussão sobre a redução da maioridade penal, que no Brasil é 18 anos.
Muitos desses jovens de classe alta, não recebem as devidas medidas socioeducativas, escapando da lei pela tangente. A começar porque recebem o apoio parental, e aí questionamos que tipo de pais são esses? Que passam a mão na cabeça dos filhos, coagem testemunhas e presenteiam seus medíocres filhos com uma viagem para Disney? Resta saber se existem outras vítimas, pets ou humanas. Sim, porque monstros que cometem esse tipo de barbárie, podem ser os mesmos que estupram e matam mulheres, crianças, idosos, cidadãos em situação de rua e minorias marginalizadas pela sociedade. Que a justiça seja feita. Quando o povo se mobiliza, o sistema reage.
Bons Ventos! Namastê.