O que seria da vida se não houvessem aqueles “momentos mágicos” onde o tempo congela para que possamos sorver um café e ficarmos totalmente absortos do emaranhado de papéis acumulados na mesa de trabalho? É parar no caminho para apreciar as flores de um jardim ou se perder em um sorriso de criança que nos remete a doçura da infância. São pequenas alegrias que nos alimentam a alma e nos renovam, mas para serem sentidas carecem da importância que damos as pequenas coisas do cotidiano, pois “Há quem passe por um bosque e só veja lenha para a fogueira.” (Tolstói). O tempo voa (tempus fugit) e leva as emoções que tivemos durante a vida não permitindo reaver o que deixamos de viver, então... por que não se permitir pequenos afetos? Por que não praticar pequenas gentilezas? De tão simples que é, parece complicado para quem está acostumado a usar os minutos do relógio somente em coisas que estão na agenda. Muitas vezes nos perdemos no planejamento das coisas que julgamos sérias na vida e esquecemos o quanto os pequenos afetos nos deixariam mais leves para cumprir com as metas que estabelecemos, nos fazendo levitar do orbe urbano. Quem se importará em te fazer feliz se você mesmo não se permite pequenas delicadezas? Acredito muito em demonstrações de afeto escondidas em pequenos gestos. São aquelas coisas que fazemos conosco e exercitamos com o próximo e, por mais clichês que possam parecer, nos agradam.
- São as mensagens de Bom Dia que muitas vezes deletamos sem ler dos nossos grupos de WhatsApp, mas, que certamente sentiríamos falta ao não as receber;
- É sentir o perfume dele(a) na rua e ter saudades;
- É controlar o celular esperando um telefonema. É cobrir com um cobertor quem adormeceu na sala;
- É tomar um sorvete duplo mesmo na dieta. É visitar alguém no hospital e não sentir o tempo passar;
- É dormir de conchinha, andar de mãos dadas e dizer que ama;
- É dar flores sem data especial;
- É dividir um chocolate ou se deliciar com a última garfada de pudim;
- É se interessar pela saúde de um amigo;
- É vibrar com a alegria da avó com nossa chegada inesperada para o café da tarde e lhe ver chorar de emoção quando dizemos que ficaremos para o jantar;
- É receber um pedido de desculpas de quem menos esperamos;
- É surpreender e ser surpreendido através de um presente ou um beijo roubado;
- É assumir nossas singelezas que desenham na medida exata o tamanho de nossa alma, encontrando na rotina nosso maior tesouro, pois o amor se alimenta do cotidiano de nossos sorrisos, no pulsar de abraços e no silêncio de um beijo que vale por mil palavras.
Bons Ventos! Namastê.
