Nesta semana completei mais um ano de vida. Quem ainda não me deu os parabéns, ainda dá tempo. Não importa se for com atraso, eu sempre perdoo.
Mas falando sério, a vida realmente passa voando. E voando a jato. Sempre comento que quando estávamos com 15 ou 16 anos, ficávamos loucos para chegar aos 18. Porém, depois dos 18 pareceu que não fizemos 19 e deu a impressão que pulamos para 25. E dos 25 pulou para 30 e por aí foi a coisa.
A parte boa: a gente fica mais experiente, mais maduro, encara os desafios com mais serenidade. Claro que nem todo mundo consegue se encaixar nisso, mas se tem algo que agradeço todo dia a Deus é que faço parte da turma que obteve essa bênção. E por falar em Deus, procuro todos os dias colocá-Lo na frente das minhas coisas e entendo que se elas estão assim, é pelo fato de que realmente deveriam estar assim e ponto final. E vamos seguindo.
E é curioso como a gente vai percebendo que a vida se parece muito com uma tabela de campeonato. Tem fase boa, daquelas que tudo encaixa, que a bola bate na trave e entra. Mas também tem aquele período em que nada dá certo e que, quando parece que o juizão vai confirmar aquilo que você espera, vem o cidadão do VAR e estraga tudo. Só que, seja na vida ou no futebol, o segredo é não desistir e seguir jogando. Mais ou menos isso.
Aliás, vou aproveitar e seguir nessa analogia entre aniversário e o futebol. Afinal, é quase como virar o turno do campeonato. Não zera o que passou, mas dá aquela sensação de que ainda tem muito jogo pela frente. A gente olha para trás, vê os pontos conquistados, os gols perdidos e algumas derrotas doloridas, mas também lembra das vitórias que fizeram tudo valer a pena. E, convenhamos, às vezes aprendemos mais com um 0x1 sofrido do que com uma goleada a favor, concorda comigo?
Com o tempo, também entendemos melhor o nosso posicionamento em campo, digamos assim. Quando mais novo, a gente quer ser atacante, fazer gols, virar artilheiro. Depois percebe que, em muitos momentos, ser meio-campista, organizar o jogo e ajudar os outros a brilharem também é fundamental. Talvez ter sido um lateral que corria muito e que depois se torna zagueiro para ficar mais prostrado e ir pelos atalhos. Até por que é o zagueiro que muitas vezes segura as pontas, já que nem todo jogo é feito de espetáculo. Principalmente quando se trata do jogo da vida.
No fim das contas, completar mais um ano é isso: agradecer por ainda estar em campo. Porque, até que o “Juizão lá de cima” não apita o final, sempre existe a chance de marcarmos mais um golzinho lá pelos 50 minutos do segundo tempo. E, se tem uma coisa que o futebol e a vida nos ensinam, é que esses são justamente os gols que a gente nunca esquece.
PAPO DE FÉ
“Esperei com paciência pelo Senhor. Ele se voltou para mim e ouviu meu clamor”.
– Salmos 40:1