O jogo da vida
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sexta, 10 de abril de 2026

Nesta semana completei mais um ano de vida. Quem ainda não me deu os parabéns, ainda dá tempo. Não importa se for com atraso, eu sempre perdoo.
Mas falando sério, a vida realmente passa voando. E voando a jato. Sempre comento que quando estávamos com 15 ou 16 anos, ficávamos loucos para chegar aos 18. Porém, depois dos 18 pareceu que não fizemos 19 e deu a impressão que pulamos para 25. E dos 25 pulou para 30 e por aí foi a coisa.
A parte boa: a gente fica mais experiente, mais maduro, encara os desafios com mais serenidade. Claro que nem todo mundo consegue se encaixar nisso, mas se tem algo que agradeço todo dia a Deus é que faço parte da turma que obteve essa bênção. E por falar em Deus, procuro todos os dias colocá-Lo na frente das minhas coisas e entendo que se elas estão assim, é pelo fato de que realmente deveriam estar assim e ponto final. E vamos seguindo.
E é curioso como a gente vai percebendo que a vida se parece muito com uma tabela de campeonato. Tem fase boa, daquelas que tudo encaixa, que a bola bate na trave e entra. Mas também tem aquele período em que nada dá certo e que, quando parece que o juizão vai confirmar aquilo que você espera, vem o cidadão do VAR e estraga tudo. Só que, seja na vida ou no futebol, o segredo é não desistir e seguir jogando. Mais ou menos isso.
Aliás, vou aproveitar e seguir nessa analogia entre aniversário e o futebol. Afinal, é quase como virar o turno do campeonato. Não zera o que passou, mas dá aquela sensação de que ainda tem muito jogo pela frente. A gente olha para trás, vê os pontos conquistados, os gols perdidos e algumas derrotas doloridas, mas também lembra das vitórias que fizeram tudo valer a pena. E, convenhamos, às vezes aprendemos mais com um 0x1 sofrido do que com uma goleada a favor, concorda comigo?
Com o tempo, também entendemos melhor o nosso posicionamento em campo, digamos assim. Quando mais novo, a gente quer ser atacante, fazer gols, virar artilheiro. Depois percebe que, em muitos momentos, ser meio-campista, organizar o jogo e ajudar os outros a brilharem também é fundamental. Talvez ter sido um lateral que corria muito e que depois se torna zagueiro para ficar mais prostrado e ir pelos atalhos. Até por que é o zagueiro que muitas vezes segura as pontas, já que nem todo jogo é feito de espetáculo. Principalmente quando se trata do jogo da vida.
No fim das contas, completar mais um ano é isso: agradecer por ainda estar em campo. Porque, até que o “Juizão lá de cima” não apita o final, sempre existe a chance de marcarmos mais um golzinho lá pelos 50 minutos do segundo tempo. E, se tem uma coisa que o futebol e a vida nos ensinam, é que esses são justamente os gols que a gente nunca esquece.

PAPO DE FÉ

“Esperei com paciência pelo Senhor. Ele se voltou para mim e ouviu meu clamor”.
– Salmos 40:1
 

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