Passamos para trás o município-mãe!
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sexta, 09 de janeiro de 2026

Conforme manchete do nosso Alto Uruguai, do dia 20/12, a região possui 64.571 veículos. Dei-me o trabalho de comparar Taquaruçu, com 1285 veículos, enquanto nossa rival Vista Alegre, apresenta o número de 1083. Conseguimos superar a concorrente. Preciso lembrar que, quando da emancipação destas duas comunidades, Vista Alegre disponha de 16 tratores e a minha Taquaruçu, apenas 5.

Viro a página. Ainda no setor de veículos, os palmeirenses são proprietários de 13.166 veículos. Já os frederiquenses são donos de 14.761. Se o número de automóveis significa riqueza, parece que superamos o nosso município-mãe, recordando que Frederico Westphalen pertencia a Palmeira das Missões, como distrito.

Consultando meu compadre GOOGLE, ele me confidenciou que a população palmeirense hoje é de 34.806 habitantes, com um orçamento de R$ 230 milhões, ao passo que os habitantes frederiquenses alcançam a cifra de 32.627, dispondo de um orçamento de R$ 224 milhões. Estamos perdendo por migalhas. É de se salientar que, no passado, Frederico Westphalen, o antigo Barril, era Distrito de Palmeira das Missões, que era o nosso município-mãe. E não se pode esquecer que a relevância palmeirense, em termos políticos, sempre nos foi superior. Haja visto que chegaram a colocar um governador do Estado e um deputado federal, os ilustres José Augusto Amaral de Souza e Fernando Gonçalves, enquanto nós contribuíamos com os votos. A bem de verdade, devo dizer que eles sempre apoiaram nossas reivindicações. Fui presidente de partido e as portas do Piratini sempre estavam abertas e acolhedoras.

Tento encontrar a causa deste crescimento de Frederico Westphalen, não deixando de fazer um confronto com Palmeira das Missões. Entendo, respeitando outras opiniões, que o motivo é RELIGIOSO. Não que os palmeirenses sejam menos santos que os frederiquenses. Mas as instituições nos favoreceram. Sim, porque a religião influi não apenas na parte espiritual, mas também na material. É inegável que a criação da diocese contribuiu decisivamente para o progresso do Município. Mas também aqui, impõe-se uma pergunta: por que a cidade foi escolhida como sede diocesana? Óbvio, pela acentuada religiosidade do seu povo. Deve-se ressaltar, que nossa paróquia sempre foi servida por destacados sacerdotes. Sem esquecer o padre Vítor Batistella. Igualmente não se pode deixar de realçar a vinda do pastor Peri Brizola, deixando Palmeira sua cidade natal para vir evangelizar Frederico Westphalen.

Tem-se de reconhecer que tudo acontece no seu devido tempo. Naqueles dias, as comunidades estavam atrasadas em quase todos os setores. E o padre Vítor Batistella, percebendo a pobreza popular, investiu pesado na economia. Foi dele a criação do Colégio Auxiliadora, do hospital, do Pré-Seminário, da UNAC, da Rádio Luz e Alegria, tendo também sido influente na emancipação do município. Atualmente, Frederico Westphalen se destaca, não somente no setor religioso, mas também administrativo, com um povo desbravador e protagonista, sobressaindo o aspecto educacional. Mérito, sejamos honestos, às suas competentes lideranças. Não apenas Palmeira das Missões, mas também outras comunas, que se cuidem!!!

 

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