Sem dúvida que planejar a vida é sempre algo bem-vindo e sábio, a mercê das conjunturas estarem oscilando a nossa volta. Contudo, é maravilhoso contar com os desafios que nos tiram da zona de conforto, e nos fazem ter que decidir coisas da vida de imediato. O destino, que vive a nos pregar peças e quase sempre nos deixa surpreso com os seus desígnios, destoa das coisas planificadas. Não são poucas as vezes que o tempo urge, nos exigindo respostas em tempo real. Nesses casos, nossa tomada de decisão deve estar munida de muita clareza, concretude, justiça e sentimento para que o futuro nos brinde com feedbacks de que fizemos a escolha certa.
A tarefa pode se tornar penosa para os indecisos que perdem a vida pensando “se casam ou compram uma bicicleta”. Pior ainda para os temerosos que optam por viver de forma linear e contínua, não se permitindo nenhuma curva ou desvio de rota. Oras, a vida é uma loteria e, segundo Jean-Paul Sartre “nossa liberdade nos condena a tomarmos decisões durante toda a nossa vida. Não existem valores ou regras eternas, a partir das quais podemos nos guiar”.
A tomada de decisão é um exercício que praticamos diariamente mesmo sem perceber. Acordamos para o dia já decidindo que roupa vestir de acordo com a temperatura, repassamos a agenda e fizemos intervenções quando necessário, resolvemos mudar o corte de cabelo, cancelamos viagens e remarcamos reuniões. Obviamente que existem decisões mais substanciais que nos exigem mais atenção, principalmente as que envolvem trabalho, relacionamento e estilo de vida. Nessas horas, a calma nos ajuda a entender melhor esse processo, eliminando a hesitação e nos deixando mais corajosos no caminho a ser trilhado. A ousadia é a grande aliada nessa seara, assim como uma pitada de impulsividade, desde que usada com parcimônia. Particularmente, sempre contei com essas duas características, vistas como atributos por uns e defeito por outros. Só sei que não abro mão dessa dupla que aprendi a lidar com o passar dos anos, e que atualmente, trabalham sempre a favor do meu bem maior. Ao fim e ao cabo “Torna-te aquilo que és.” (Friedrich Nietzsche).
Bons Ventos! Namastê.