Que praga daninha é conviver com a dúvida! A dúvida se tornou um dos maiores inimigos do ser humano moderno. Não a dúvida saudável, que questiona e aprimora, mas aquela que paralisa, corrói a confiança e impede o primeiro passo. Há inimigos que fazem barulho, se apresentam com rosto, nome e intenção clara. Contra esses, o ser humano se organiza, reage, cria defesas e estratégias. Mas existe um inimigo silencioso, invisível e persistente, que se instala dentro da mente e do coração: a dúvida. Ela não grita, não ameaça, apenas sussurra e, justamente por isso, paralisa.
A dúvida não impede apenas grandes decisões; ela corrói o cotidiano. É ela que faz alguém adiar um sonho, abandonar um projeto, recuar diante de uma oportunidade ou aceitar uma vida menor do que poderia viver. Não é a falta de capacidade que detém o homem, mas a incerteza sobre si mesmo. Quantos talentos ficaram pelo caminho não por ausência de condições, mas por excesso de questionamentos internos?
Quando a dúvida domina, o medo ganha espaço. E o medo, por sua vez, convence o indivíduo de que é melhor não tentar do que correr o risco de errar. Assim, o erro passa a ser visto como fracasso, quando na verdade é parte essencial do aprendizado. O homem que não erra não cresce; apenas se esconde.
A história mostra que grandes transformações nasceram de pessoas que sentiram medo, sim, mas não permitiram que a dúvida fosse mais forte que a decisão. Elas avançaram mesmo sem todas as respostas, confiando mais no propósito do que na segurança. Afinal, a certeza absoluta raramente acompanha os passos mais importantes da vida.
Vencer a dúvida não significa eliminar os questionamentos, mas aprender a não ser refém deles. É agir apesar das incertezas, acreditando que o caminho se constrói enquanto se caminha. A confiança não nasce pronta; ela se fortalece a cada passo dado com coragem.
O verdadeiro inimigo do homem não está fora, mas dentro. E quando a dúvida perde espaço, surgem a ação, a esperança e a possibilidade real de transformação. Onde a dúvida recua, a vida avança.
Até a próxima