Ser chique sempre foi passaporte para transitar junto a Alta Sociedade (High Society) qualificando o sujeito a frequentar locais tidos como “da moda”, bem frequentados e a desfilar junto ao jet set das celebridades. O que acontecia outrora, ainda reverbera em tempos vigentes quanto a possível compra do rótulo de ser chique através de sobrenomes e dinheiro oriundos de casamentos arranjados, troca de favores inescrupulosas e até compra de títulos nobiliárquicos para quem sonha em fazer parte da corte de algum ducado.
Em terras tupiniquins, a confusão se agiganta na medida que é concebido como celebridade, participantes de reality shows, influenciadores digitais ou qualquer outra coisa que o dinheiro possa comprar e ostentar. Por aqui, ser chique é ser ator de novela ou cantor que esteja ocupando o topo da parada, além de jogadores e polítupiniqpor aqui, ser chique é ter dinheiro, ocupar cargos, ostentar carrões e belas moradias. Ou seja, há muita gente chique para pouco caviar em um reino onde a grande maioria passa fome.
Um conhecido costuma assinar seus posts nas redes sociais com a frase “elegância não se compra” no que concordo aludindo que o maior infortúnio para os “alpinistas sociais de plantão” é a certeza de não poder comprar elegância, estilo, traquejo e educação, pois essas coisas são de berço e se aprendem de pequenino. Claro que existem os manuais e cursos de etiqueta que se apresentam como ferramenta no auxílio às boas práticas em sociedade, mas por se tratarem de técnicas, sai na frente aquele que as domina com naturalidade e sem precisar ler a bula dos bons modos. Gloria Kalil diz que ser uma pessoa chique é “como ela se comporta perante a vida”, sendo discreta, gentil, ética e polida. Eu ainda acresceria à lista ter bondade no coração, e um olhar empático com o próximo. Que a “chiqueza” do bem, contagie a todos em 2026.
Bons Ventos! Namastê.