Esta sentença é fundamental. E se alguém não concordar, adote o analfabetismo. Povo que não frequenta a escola, além de ignorar os deveres morais e cívicos, é candidato à escravidão. Houve época, no Brasil, que inúmeros cidadãos não sabiam ler nem escrever. Afortunadamente, hoje segundo as estatísticas, 97% das crianças frequentam as aulas. E no início de ano, com saudade e euforia, observa-se apreciável contingente de jovens, com sua tradicional mochila às costas, voltando para o Colégio. Após merecidas férias, professores e alunos recomeçam aquela patriótica rotina.
No meu tempo de estudante, na querida Taquaruçu, não dispúnhamos das atuais ferramentas. A começar com a merenda, que a gente levava na sacola, compunha-se de babata doce e algumas frutas, inclusive ariticuns. O caderno era uma lousa, espécie de mini quadro-negro que quando preenchido, e necessitando de apagar o escrito, se esquecido o “apagador”, apelava-se para o punho da manga de camisa. Não se determinavam as séries. Eram denominadas por “primeiro e segundo livro”. Jamais esquecerei os professores: Dona Irma, Dona Marieta, professor Cazaril e professor Adelino Zanatta. Apesar de toda esta desatualizada pedagogia, nós aprendíamos e, verdade seja dita, tornamo-nos cidadãos responsáveis.
Não ousaria dar conselhos aos mestres de hoje, apenas apontar algumas sugestões, que ficam a seu critério segui-las ou deletá-las. Jamais abdiquem da DISCIPLINA. Se necessário, apliquem alguns corretivos. Isto, embora possa ser doloroso, robustece a personalidade. Não tenham receio de exigir temas em abundância, mesmo decorebas às toneladas. “Quod scripsi, mansit” – sentenciavam os latinos. (O que se escreve, fica gravado). Para o professor de Ciências, não esqueça que o aluno apaixonado por esta matéria, será amanhã o médico, o dentista, o veterinário. E se conhecer bem o funcionamento do seu organismo, melhor garantirá a sua saúde.
Quem leciona Matemática, a detestável disciplina para a maioria, mostre ao aluno que ele necessitará da Matemática em toda a sua existência. Se ignorar as contas, facilmente será enganado. No trabalho, sendo operário ou administrador, terá o destino do sucesso ou do fracasso. E nem preciso falar da importância do Português. Saber escrever e se expressar são requisitos do ser humano. Tropeçar no Português pode levar a um complexo de inferioridade, a sofrer humilhação e ser ridicularizado.
A língua inglesa, queiram ou não queiram, gostem ou não gostem dos americanos e do Trump, é uma arma de que o cidadão hoje dispõe para ascender na vida, ingressar em profissões e garantir salários invejáveis. Mas tem de dominar o idioma. O mundo hoje se comunica em inglês. Se você comprar um produto chinês, japonês ou alemão, virá ele marcado: “Made in China, Made in Japan, Made in Germany”. E não esqueçam, mestres, de aplicar uma congestão de livros. Obriguem a ler, resumir o conteúdo, e depois apresentar em público aos colegas. Nós, os brasileiros, detestamos os argentinos. Mas saibam, existem mais livrarias em Buenos Aires do que no Brasil todo.
Para encerrar, a frase do maior governante que o país já possuiu, D. Pedro II: “Se eu não fosse imperador, quereria ser professor. Desconheço missão mais nobre”.