A competitividade costuma ser fator decisivo para fechar um negócio, conquistar um novo nicho de mercado, vencer eleições ou ganhar um amor. Mas, o que se esconde por trás da competitividade? Que atributos fazem parte do ser competitivo? Será que todos nós fomos abençoados com ela? Einstein dizia que a "Criatividade é inteligência, divertindo-se", mas há quem insista que para ter criatividade há de se ter inspiração, os famosos “insights” tão aclamado pelos publicitários. E quando falamos em inspiração, impossível não citar os arquétipos gregos por conta das deusas da arte e da inspiração - as “musas” - que até hoje inspiram artistas das mais variadas artes como Vinícius de Moraes e Tom Jobim, compositores de “Garota de Ipanema”, cuja musa foi Helô Pinheiro. A curiosidade também é imprescindível à criatividade, e é o que move mentes fervilhantes e ávidas pelo saber como Einstein e Picasso, o primeiro um físico alemão e o outro, um pintor espanhol. Ambos viveram na passagem do século XIX para o XX e não se satisfizeram com as explicações sobre a ciência e a arte que circulavam na época, de modo que criaram importantes conceitos como a “Teoria da Relatividade” e o “Cubismo”. Contudo, a tríade: inteligência, inspiração e curiosidade não respondem sozinhas pela criatividade, uma vez que o potencial criativo se manifesta de maneira diferente entre os indivíduos, além da personalidade própria de cada um. E mesmo que exista uma genialidade ou um perfil propício a personalidade criativa como: independência de pensamentos, persistência, curiosidade, ousadia e um tanto de inconformismo, ainda existe o livre-arbítrio em querer seguir a massa e repetir conceitos ou em mudar o status quo. Costumamos identificar a criatividade em grandes feitos através de um comercial que foi premiado, na criação de uma teoria ou na descoberta de algum invento, porém, tem tanta criatividade ocorrendo no dia a dia que passa despercebida, de gente que nunca será gênio, mas que dribla as vicissitudes fazendo de um limão uma limonada. São pessoas que customizam roupas por economia ou por estilo. Aqueles que conseguem transformar um ovo frito em um prato gourmet. Gente que pratica sustentabilidade e reaproveita o que para uns é descartável, transformando lixo em luxo. Sem falar naqueles que ousam no visual ou os que mantêm apimentada uma relação à dois. Tudo isso também é criatividade. O dom da criatividade para alguns é nato, mas outros, só se descobrem criativos quando envoltos em problemas, daí seguem os pressupostos de Nietzsche “O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte”. Sem dúvida que a inteligência é um importante componente na criatividade, mas que nunca falte a inspiração, pois sem ela o mundo fica cinza, morno e sem sabor.
Bons Ventos! Namastê.