“A grande enchente" é o título de um livro de Sérgio Capparelli que busca retratar, pela percepção infantil, como é estar em meio a uma catástrofe natural, como uma enchente, a literatura aqui é uma representação da realidade. Há poucos dias, vivemos o pior desastre climático da história do nosso Estado, os números assustadores ainda não estão concluídos. Levaremos meses ou anos para reconstruir e recuperar os prejuízos na economia e na vida pessoal de cada indivíduo além do mais, muitas vidas foram perdidas.
Os especialistas alertam que eventos como esses serão cada vez mais frequentes e não estamos nos preparando para isso. A falta de orçamento para políticas de prevenção, a aprovação de leis que incentivam a crescente ocupação de áreas de risco pela população e o desmatamento é um plano a ser construído o quanto antes.
Atrelado à Literatura com o exemplo de Capparelli, temos o cinema, arte em evidência, que também mostra questões da sociedade como os eventos climáticos. Você já assistiu a série “A Inundação do Milênio”? Disponível na Netflix foi Inspirada em eventos reais que aconteceram em 1997, é uma série polonesa que acompanha um desastre ecológico iminente. A catástrofe natural em daquele ano, foi causada pela passagem do ciclone polar Genoa Low pela Europa Central que suscitou uma onda de inundações que afetou regiões da Polônia, Alemanha e República Tcheca.
Navegando em uma página do Instagram chamada “Fotos e Fatos” observo a pintura “Cena de dilúvio”, do francês Joseph-Désiré Court, nela vemos uma pessoa tentando salvar seu pai, ignorando completamente sua esposa e filho, que estão mais próximos dele, pois bem ele salva seu pai. Neste caso, a pintura é vista como uma alegoria em que a mãe representa a vida e o filho é o futuro, mas o avô representa o passado que o homem se agarra e por isso perde a vida e o futuro. Nesse evento ocorrido no RS, quantas histórias emocionantes e situações angustiantes, vimos relatos pela televisão de escolhas que tiveram que ser feitas nos resgates para salvar a vida das pessoas.
Portanto, a arte reflete a vida e através dela o homem expressa suas emoções, sua história e cultura. Neste momento, o Rio Grande do Sul está focado em socorrer vítimas, reduzir danos e evitar consequências ainda mais graves que as até aqui registradas. Agora estão baixando as águas, sabemos que muitos outros desafios virão pela frente. Mas é preciso retirar desta tragédia alguma lição porque ela nos assusta, mas também nos alerta para a necessidade de preparação e planejamento, pois catástrofes anunciadas, como esta, devem ser prevenidas. Minha solidariedade a todos os atingidos!
